Partir
Minha alma se despeja em dúvidas.
Quanto vale experimentar a pergunta e nunca encontrar a resposta definitiva.
Talvez, pereçam em nós pedaços de esperança,
crenças, migalhas de amor...
tantas buscas se fazem latentes, no meu eterno ir e vir...
Entender o desejo
Desvendar o querer
Tudo como uma especulação de apostas em corridas de cavalos.
Por uma cabeça e tudo está perdido.
Por meia crina e o azarão é a estrela.
A falta presencia as dores de parir a busca que ora se inicia,
Que, em face, toda hora se inicia...
E eu aqui, parada
Sem vontade de prosseguir
Talvez, seja o momento de buscar um atalho
Ou o cansaço e a melancolia sejam o sinal de que o caminho se estreitou, demasiado.
Inundou-se e, vigora no sufoco, que afoga, martiriza...
Devo livrá-lo das minhas tempestuosas procuras,
Esvaziá-lo de mim
Antes, que eu vomite o sofrimento ,de tantas eras de humanidade, contido em uma alma tão
imperfeita.
Quisera a suavidade da brisa leve
Só que quem busca não pode esperar amenidades
E sigo, em meio a nova tempestade,
Sem abrigo, sem proteção
E deixo livre o caminho
Sem fúria, sem grito
Com tristeza profunda, mas sem pesar.

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