
Cansa-me a nostalgia errônea.
Leiam mais, quase imploro! Leiam qualquer coisa, mas leiam. E com frequência para, quem sabe começarem a construir novas paredes de discernimento e amadurecimento político e sociológico.
Farta ando de desatinos!
Pergunto-me, assustada, como pode um povo pobre de democracia e liberdade querer, de volta, a prisão mais árdua?
Saudade se sente do que amou, ampliou, progrediu, extra (-) vazou.
De torturadores, assassinos, mentirosos, só se pode sentir ojeriza.
Me responda povo brasileiro, por que alguns ainda pedem a ditadura e a veem como uma possibilidade de regime político?
Será assim tão difícil conviver com a possibilidade de deixar de ser miserável e escravo?
Abro a janela, um pio fino de um pássaro, para mim, sem nome, prende minha atenção.
Depois do canto rápido e desafinado, ele abre suas asas medianas e alça um voo leve e se distancia, aos poucos, sem ter como olhar para o eco da entoação passada. Que destreza em abandonar o galho e seguir. Que destreza em viver solto, longe das gaiolas, que prendem tantos outros de sua espécie.
A livre-associação fica por conta daqueles que ainda acreditam nos generais e suas armas, nos programas megalomaníacos de um crescimento, que esterilizou mentes, trompas e solos.
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