Re-criaes

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O passado fora de manchetes


Nasci em plena ditadura, do governo Geisel. O Ernesto, general, não aquele da festa no Brás, dos Demônios da Garoa. Mas sempre penso que nasci, antes, tamanho meu fascínio pelo passado. Até porque o presente se mostra entediante. Paramos na revolução digital, e nunca mais 1968 será o ano que não acabou (parafraseando Zuenir Ventura).
Ainda com o assunto do post anterior, em mente, pensei no amor. Nos casais que se associaram por afinidades, por poder, por luxúria. Claro, os paparazzi, um dia, foram mais calmos, ou até usaram tela e tinta. Hoje, as lentes fotográficas, passam, rapidamente da modernidade para a pós-modernidade com um alcance que, muitas vezes, me surpreende.
E que material perderam os caçadores de tipos caricatos, que sempre se repetem.
Vide as material girls Madonna e Britney. (triste exemplo, mas bem compreensível, espero)
Pensei, assim, em listar alguns casais, que sempre me fascinaram, nas artes, nas ciências, no poder, na vida e na viuvez. E que, hoje, não possuem parâmetros. Não quero dizer, que essa minha fascinação venha dar de encontro com histórias felizes, não!
A fascinação se dá pela força dos nomes, pelo fato da igualdade entre os pares.

Alguns só existiram como lendas, outros são verídicos e alguns ainda geram polêmica.

Acompanhe-me:

Os mais antigos (sem ordem cronológica, ordem da minha lembrança)

Adão e Eva (dentro e fora do paraíso, lenda!); Cleópatra e Júlio César, depois substituído por Marco Antônio; Jesus e Maria Madalena (especulação!!!); Rei Artur, Lancelote e Guinevere (o primeiro menage da história, lenda também); Da´Vinci e a Monalisa (Ah, Leonardo e o Narcisismo); Édipo e Jocasta (incestuoso, mas que inspirou uma das teorias freudianas fundamentais); Henrique VIII e Ana Bolena; Luís XVI e Maria Antonieta; Elizabeth I e sua virgindade (duvido), aliás, ainda mais sendo filha do casal citado, anteriormente; Napoleão Bonaporte e Josefine; Catarina, a grande e o czar Pedro III; D. João VI e Carlota Joaquina; D. Pedro I e a Marquesa de Santos, seria hipocrisia citar a pobre Leopoldina, apesar do forte papel político, que ela exerceu; Chega...

Os fictícios, em obras literárias

Dante e Beatriz (A Divina Comédia); D. Quixote e Dulcinéia (D. Quixote); Tristão e Isolda (ópera); Anna Karenina e Vronsky (Anna Karenina); Thomás e Tereza (A insustentável leveza do ser); Romeu e Julieta, Ottelo e Desdêmona, Macbeth e Lady Macbeth, ( Todos criados por Shakespeare); Capitu e Bentinho (Dom Casmurro); Teobaldo e Diadorim (Grande Sertão: Veredas); Lolita e o padrasto (Lolita) e por aí vai, a minha memória.

Casais criados, recriados, benditos, amaldiçoados

Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, trocada por Pagu; Woody Allen e Soon-Yi, substituta da mãe de criação, Mia Farrow; Orson Welles e Rita Hayworth; Frida Kahlo e Diego Rivera, e um romance passageiro com Trotsky; Fellini e Giuleta Massina; Salvador Dali e Gala; Pablo Picasso e suas oito mulheres; Marylin Monroe e a família Kennedy; Elizabeth Taylor e Richard Burton; Scarlett O´Hara e Reth Butler; Grace Kelly e Príncipe Rainier de Mônaco; Ava Gardner e Frank Sinatra; John Lennon e Yoko Ono; Ingrid Bergman e Roberto Rosselini; Catherine Deuneve e Marcelo Mastroiani; Rodin e Camille Claudel; Sartre e Simone du Bevoiar; Jackie Kennedy e Onassis; Luis Carlos Prestes e Olga Benário; Giuseppe e Anita Garibaldi; Lauren Bacall e Humphrey Bogart; Anais Nin e Henry Müller e quem quisesse partilhar a cama com eles; Chico Buarque e Marieta Severo; Kurt Kobain e Courtney Love; Elvis e Priscila; Marisa Monte e Nando Reis (ainda casado, nada contra); Perón e Evita; Ferdinando Marcos e Imelda Marcos (a dos sapatos); Rosa Luxemburgo e Leo Jogiches; Hitler e Eva Braun; Mussolini e Ida Dalser; Elis Regina e Ronaldo Bôscoli; Rita Lee e Roberto de Carvalho; e por aí, vai... melhor parar, antes que eu coloque meu pai e minha mãe!

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