
Ainda, século 21. Sociedade conservadora, sempre. Agora, final de ano, todo mundo fala em retrospectiva. Andei olhando algumas. Oh, surpresa!!! A maioria é inútil...
Quais os bebês mais famosos do ano. Qual a modelo mais sexy. Qual o melhor reality show...
Dentre tantas, uma me chamou a atenção: os casais que se separaram em 2008, claro, casais famosos.
Tantos casais se separam. Alguns, chegam a dividir a mesma casa em arranjos sociais.
Lembrei do caso da menina árabe. Com 9 anos, foi vendida pelo pai para um mercador, que pediu ao excelentíssimo progenitor, que lhe arrumasse uma esposa, e receberia um bom bocado de patacas.
O sensato senhor levou o estranho a sua moradia. Mostrou-lhe as duas filhas (uma de 15 e a de 9) e deu-lhe a opção de escolher. O mercador, colocando para fora um interior perverso de pedófilo enrustido, fez distinção à mais nova. Houve acordo, sim. Com um porém. Só haveria consumação carnal do matrimônio, quando a pequena senhorita tivesse o sangramento de mulher.
Tudo em linhas gerais. Aproveitou o estranho, então, aos 40 anos, de usufruir da moradia dos sogros. E, claro, a contenção de suas pulsões durou pouco. E acabou por abusar da criança-esposa.
Sabe-se lá, por qual luz, a menina revoltou-se. Contou à mãe, que chorou e ao pai, que não expulsou o mentiroso. Sozinha, então, a pequena muçulmana resolveu fugir. Foi-se, em uma noite, sem lua. Mas sabia o rumo a seguir, foi à justiça!
Quantas exclamações ecoam. A surrealidade do fato sensibilizou o juiz.
Em decisão histórica e única para a cultura islã, o meretíssimo concedeu o direito ao divórcio, mas eis uma separação que a poucos interessa, ainda mais na cultura ocidental, de alienação das celebridades, que separam e casam, com uma rapidez impressionante. Nada contra, mas seria bom uma diminuição dessas idas e vindas pessoais, assim, os jornais, sites e outros meios de comunicação de massa se dedicariam mais aos classificados.
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