Re-criaes

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segunda-feira, 2 de julho de 2018

O Banal


Sim
O caminho estreitou-se
e a infância não sonhada
Retorna
Quando bate a velha dor e que sempre traz novas sensações, é como se houvesse um naufrágio, de um barco de papel.
A âncora enferrujada, envelhecida, pelo uso, já não tem função
Sufoco-me

Lembro do pão partido em cinco pedaços, um para cada dia da semana
Lembro que sou fruto da falta de amor
Sou um coração sem pele
Carne viva
Terreno infértil

Escuto a palavra pobreza, banalizada
Escuto a palavra depressão, banalizada
O que não é banalizado?
Eu sou o banal
Um número de identidade, quando preferiu a solução final... que escapou-me!

Berro em silêncio, parem. Não há compreensão possível. Deixem em paz os que não pertencem ao sistema. 

Parem os gladiadores de um simulacro, Nada é real, nem a indignação dos que defendem um mundo melhor, mas não entendem a prática, desse mundo. 

Quem vai me curar, agora? 
A boa intenção dos intelectuais, em suas salas de cristal, os articulistas e seu narcisimo?

Os abusados virtuais?

Quem vai curar as crianças, que como eu, um dia, viveram a miséria material, emocional? Quem vai me dar respostas?

Eu transformei minha dor
Hoje, passei a dor para uma poltrona... sou a prova contrária à meritocracia.

Acadêmicos, no entanto, minha dor é intramuscular! tem horas que inflama... qual a nova descoberta de vocês?

Um analgésico de textões no facebook!





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