Um tempo, sem tempo.
Mas o que é?
A revolução dos sentidos, sem sentido.
Uma experimentação
Nunca
Nenhuma palavra o alcançará, mas eu lanço meu discurso!
Ele veio com o manual de regras, na mão...
E eu, sem regras, sem rumo, só queria que nunca acabasse, porque eu sabia que teria fim.
A solidão já era meta.
Nunca mais, nunca ... mas veio do nada a vontade e nunca ceder do desejo é a ética!
E foram tantas palavras em tropeço, que não fugi!
Talvez, ainda esteja sem habilidade para amar, sou a prática acabada da racionalidade.
Meu corpo gira e eu só sinto o gosto da vertigem que muda tudo.
Três corpos, até então... e não haveria mais nenhum.
Três que viraram quatro.
Três que me viram como enfeite, uma catarse narcísica de gozo no outro, como se o outro fosse só um objeto. Um vir-a-ser que nunca incluiu o meu desejo...
O quarto, um mistério! Não houve narcisismo, no corpo, no ato, de fato, mas há uma balança. Quem é?
Foi um quadro surreal, Magrite, claro!
Hoje, passado o peso da diferença entre o que se passou e o que é passado, vejo coisas que me intrigam.
Será o quarto "o" que veio, foi e ficou ou será "o" simulacro virtual, que, em alguns momentos, me geram dúvidas.
Mas, para que as dúvidas! Há um manual e regras e regras e regras e outra, e outra, e outra... E eu só sou liberdade! Dentro do que o meu inconsciente permite, como meu processo determina, portanto. De uma história de gaiolas, me livrei, as chaves estão jogadas, em algum pedaço de chão, porque estou em voo livre e aberto!
E eu... sou só um mundo a parte, onde cabem minhas dúvidas e minha eterna melancolia com a vida.
E se de um lado há simulacro, talvez eu não passe de uma simulação. Que sejam sinceros, simulacros e simulações, ao menos... porque, aqui, as palavras fluem e apenas apontam em qualquer direção.
Talvez, precise de amar, precise de sentimento, careça de clima... só que nada será sem ser ao acaso, o acaso do desejo, o ocaso da repressão. Um brinde com um única taça, que estará cheia, porque eu não poupo nenhuma gota de dúvida.
Vou ler a Bíblia, quem sabe eu entenda o cristianismo, que não existe, mas se repete como pulsão de morte... Por onde começo?
Pela parte do vir, ir, mas ficar. Ou da parte de não provar o fruto proibido, porque dele sai o conhecimento e a fantasia de que sempre "tudo", pode ser, como é, sem coerção, sem civilização, só o que nos constitui e destitui. Eu sei, sempre estou errada, vamos para mais um artigo sobre o não ser-humano, mas sentir...

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